Já te escrevi milhões de vezes…

Já te escrevi milhões de vezes, outras tantas pensei em ligar e dá última vez pensei em bater na sua porta, pra te olhar nos olhos nem que seja pela última vez. Já coloquei no papel tudo o que sentia, é mais fácil e mais covarde do que lhe dizer toda a verdade que existe dentro de mim, de um nós que PRA MIM, nunca acabou. Hoje eu não posso e nem vou lhe pedir nada, só quero que esteja ciente do que acontece, do que eu sinto e do que você é. O termino foi ridículo, dolorido e arrastado. Duas pessoas, muito amor, uma enorme distancia dois corações intensos e egoístas e um olhar que sumiu. Era bizarro ver que você não me via do mesmo jeito, que não sorria pra mim e que o toque não era o mesmo. Graças a Deus hoje não tenho nenhuma sensação ou pensamento frequente dessa época não grata. Lembro do início fácil, do riso frouxo e do frio na barriga só de pensar em sentir o teu cheiro. Não fomos o pior casal, e nem o último a se perde dentro de uma relação. Fomos crescimento, superação e amor sem anestesia. Tudo foi sentido, sorriso e marcado. Na pela, na alma, na lembrança, no coração. Em conversas posteriores ao fim percebi que eu não fui pra você metade do que eu esperava. Não fui a sua Janaína, como você foi o meu. Tem e sempre haverá uma lacuna dentro de mim. Você foi o sentimento mais lindo, mais doce e mais profundo que alguém poderia sentir. Porque foi mais que amor, foi mais que paixão, foi mais que desejo, PRA MIM foi troca de sonhos, de alma, de olhar e de sorriso. Eu vou carregar o arrependimento comigo pra sempre, não era pra ter fim, não era falta de amor. Era medo, era saudade, era uma vontade fora do normal. Ver o que você se tornou depois de mim é gratificante e ameniza a dor. A minha paz sempre se encontrou na vontade de ver o teu sorriso, repousar a cabeça no teu peito e ouvir a paz que nos cercava quando nada precisava ser dito. Minha decisão desencadeou uma vida, uma historia, um amor talvez maior do que eu possui dentro de ti um dia. É um ato de extrema covardia esse texto, mais ele alivia um pouco esse coração que anda aflito a tanto tempo. Como já diria o poeta, “Me dê outro coração porque esse já não bate. Só apanha”. Não sei o que destino reserva pra mim, além do lugar de expectadora. Mas vou me acomodar e acompanhar o sorriso que um dia foi meu, ser feliz em outro canto. Afinal, o que eu não pude lhe oferecer em outro lugar você pode encontrar e eu respeito e admiro isso. Esse texto é um ato covarde, um ato que provavelmente irá te afastar novamente. E por isso não sei se em algum momento ele chegará os seus olhos.

Karina Galdino 

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